História de Attilio Fontana
       
 
     
 
 


éspera do dia de São Pedro, em um vilarejo do Sul do País. O menino Attilio Fontana, então com oito anos de idade, recebe uma proposta para vender bolachas caseiras durante a festa do padroeiro.

Assim aconteceu o contato inicial de Attilio Francisco Xavier Fontana com o comércio. Seu lucro, de 1.400 réis (catorze tostões), foi o primeiro dinheiro ganho com esforço próprio e, sem dúvida, marca o início de uma história de muito trabalho e grandes empreendimentos.

Nascido em 7 de agosto de 1900, em Arroio Grande, distrito de Silveira Martins, em Santa Maria da Boca do Monte, Rio Grande do Sul, Attilio Fontana herdou dos pais, Romano Fontana e Theresa Dalle Rive, a garra e o amor a Deus e ao trabalho.

Proveniente da região de Vicenza, Norte da Itália, o casal emigrou para o Brasil em 1888. Trabalhando inicialmente na construção de estradas e na ferrovia, Romano Fontana conseguiu juntar certa quantia e comprar, dois anos depois, um sítio na colônia de Arroio Grande, onde se dedicou à lavoura, sobretudo de alfafa.

Assim como seus onze irmãos, Attilio começou cedo a trabalhar na terra, de início em Arroio Grande, e, a partir de 1911, no Lajeadinho, em São Pedro do Sul, do outro lado de Santa Maria.

Por volta de 1913, seu pai era um próspero produtor de alfafa e atendia a granjeiros da região. A entrega era feita de carroça pelos irmãos Domingos e Attilio Fontana. Enquanto Domingos acertava as contas com o comprador, cabia a Attilio cuidar dos animais. Em uma dessas ocasiões, alguns vizinhos de um dos granjeiros viram no jovem a pessoa ideal para supri-los de produtos escassos no lugarejo, como ovos e galinhas. Como a viagem era feita toda semana, seria fácil. Attilio poderia comprar os produtos e revendê-los. E foi o que fez por oito meses, enquanto durou o contrato com aquele granjeiro. No final da empreitada, obteve um lucro de 24 mil-réis.

As oportunidades não paravam de surgir para Attilio. Certa vez, uma viúva vizinha de sua família precisou desfazer-se de uma bezerrinha. De imediato o jovem Fontana resolveu comprar o animal em sociedade com um irmão. Em pouco tempo, a novilha cresceu, engordou e teve duas crias. A primeira ficou com Attilio; a segunda foi vendida com a mãe por um bom preço. Attilio Fontana iniciou seus estudos aos sete anos, aprendendo as primeiras letras com o pai, em dialeto vêneto. Somente aos nove começou a estudar português. Apesar de na escola seu professor notar nele uma "boa cabeça", Attilio cursou apenas até o terceiro ano primário. Mas seu tino para os negócios já havia aflorado.

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