História de Attilio Fontana
       
 
     
 
Como os negócios de Attilio Fontana andavam melhor, as lojas ficaram sob sua orientação administrativa. O ponto alto dessa união foi a construção de uma filial em Londrina, no Paraná, inaugurada em 1936.

A sociedade com os Fuganti só se desfez em 1939, após a morte de Honório. Acamado e bastante doente, o irmão de Attilio pediu para que ele nunca deixasse de olhar por sua esposa e seus filhos. Em 1938, Honório faleceu, e Attilio cumpriu a promessa feita em seu leito de morte. O contrato com os Fuganti era claro: no caso de um dos sócios falecer, caberia aos remanescentes decidir se os herdeiros permaneceriam nos negócios ou não. Os Fuganti decidiram, então, pagar a parte da viúva e afastá-la da sociedade. Attilio não se sentiu bem com a decisão e optou por retirar-se também.

Com a dissolução da empresa, os negócios precisavam ser divididos. Na ocasião, a Fuganti, Fontana & Cia. era composta por cinco estabelecimentos: o de Bom Retiro, Água Doce e Cruzeiro, em Santa Catarina, o de Londrina e o de São Paulo. Na divisão, Attilio ficou com as três de Santa Catarina, e os Fuganti com as outras duas.

Pouco tempo depois, Attilio Fontana vendeu as lojas de Água Doce e de Cruzeiro, ficando apenas com a de Bom Retiro. Os negócios iam muito bem, mas seus sonhos eram maiores.

Em Concórdia, oeste de Santa Catarina, um empreendimento industrial, composto por um pequeno moinho, um abatedouro de suínos e um frigorífico, estava parado por desavenças entre os cotistas. O então prefeito, Dogelo Goss, convidou Attilio para uma visita ao local e, logo nos primeiros contatos, todos já estavam insistindo para que ele assumisse a direção da sociedade, proposta essa não aceita, pelo menos não nos termos sugeridos. Ao invés disso, Attilio Fontana propôs uma sociedade de participação: 50% para os cotistas e 50% para ele, para que administrasse o negócio.

Proposta feita, proposta aceita. Mas, para iniciar essa associação, Attilio faria funcionar inicialmente o pequeno moinho de trigo. Assim, em 1942, o moinho estava em total atividade, com capacidade para industrializar cerca de seis toneladas de trigo por dia. Com os recursos gerados, aumentou as compras de trigo e começou a pagar as dívidas vencidas, para evitar os juros.

No início de 1943, apesar de o balanço da nova sociedade ter sido muito bom, Attilio Fontana quis retirar-se dos negócios. Mas os cotistas foram irredutíveis e insistiram para que permanecesse. Sendo assim, ele fez uma proposta que julgou impossível de ser aceita: compor uma nova sociedade, comprando as cotas pela metade do valor nominal para que fossem pagas em dinheiro ou em ações do empreendimento. Para sua surpresa, eles concordaram.

         
À esquerda, festa de fundação do município de Concórdia, berço da Sadia, 1934.
À direita, o edifício do moinho de trigo, que, juntamente com o frigorífico, deu origem à Sadia.
 

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