História de Attilio Fontana
       
 
     
 

Attilio Fontana exerceu atividade política por 28 anos. Foi prefeito de Concórdia, deputado federal por dois mandatos consecutivos, senador da república, secretário de Agricultura de Santa Catarina. À esquerda, Attilio ao lado dos senadores Nereu Ramos e Francisco Galotti em encontro regional no oeste catarinense, realizado no clube
Unido Piratuba, 1954. No alto, à direita, no lançamento de sua autobiografia, A história de minha vida, em 1980. Embaixo, à direita, o deputado federal em sessão solene na rádio local de Concórdia, 1956.
     
A TRAJETÓRIA POLÍTICA

Em suas atividades comerciais, Attilio Fontana encontrou dificuldades, com as quais não se conformava. Quando teve problemas com a precariedade das estradas de Santa Catarina, procurou o interventor do Estado, Nereu Ramos. Quando um contrato foi desfeito depois de assinado, Fontana, sem se intimidar, acabou na sala do ministro da Guerra, general Eurico Gaspar Dutra. Quando a empresa italiana da qual foi adquirido o maquinário para o Moinho da Lapa abriu falência e o equipamento não foi entregue,ele decidiu ir a Roma, conseguindo resolver o problema. A garra e o espírito de liderança acabaram por conduzi-lo à política.

Assim, em 1945 Attilio Fontana foi indicado à revelia para ser o presidente do comitê pró-candidatura Gaspar Dutra e, convidado por Nereu Ramos, organizou o diretório do PSD - Partido Social Democrático - de Joaçaba e Concórdia. Em 1946, aconteceu seu primeiro mandato - eleito vereador por Concórdia, Attilio deu início à sua longa trajetória política.

Em 1950, após uma disputa acirrada com o candidato da União Democrática Nacional - UDN -,Attilio Fontana se elegeu prefeito de Concórdia, defendendo com tenacidade os pontos que tão bem conhecia: estradas, educação e os interesses dos agricultores. Sua gestão, muito elogiada, acabou por levá-lo à Câmara Federal, onde exerceu, como deputado federal, dois mandatos consecutivos: 1954-58 e 1958-62.


Nessa fase, Attilio se mudou para o Rio de Janeiro e, em 1955, começou a receber aulas de português do advogado e professor Manoel Franco. Sua pronúncia não era boa, por isso sentia-se despreparado para fazer seus pronunciamentos na Câmara. Assim, três vezes por semana o dr. Manoel ministrava as aulas, dava ditados, cópias e leitura em voz alta. Attilio Fontana, aluno aplicado, ia ganhando confiança para exercer suas novas funções com maior segurança.
 
Encontro com os netos (todos de pé), nos anos 70.

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